Proibição de bebidas alcoólicas em postos é rejeitada na Assembleia

A Assembleia Legislativa rejeitou nesta segunda (18-11-13), por 26 votos a 15, projeto que pretendia proibir a venda de bebidas alcoólicas em lojas de conveniência de postos de combustíveis no Estado. De autoria de deputados da frente evangélica, a proposta, que previa multa de R$ 5 mil e o fechamento de estabelecimentos comerciais em caso de descumprimento da norma, provocou polêmica e intensos debates na sessão de ontem. 
Defensores da iniciativa insistiram na tecla de que a proibição ajudaria a diminuir o risco de acidentes de trânsito. Disseram ainda ter coletado inúmeras provas, inclusive fotografias, demonstrando o consumo de álcool por motoristas e jovens que frequentam esses estabelecimentos. “Muitas vezes o que se presencia nesses postos são verdadeiras festas com direito a música alta e outros abusos”
O deputado Péricles de Mello (PT) lembrou que já existe uma lei estadual que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nas dependências dos postos. E que a proibição da venda acabaria afetando negativamente esse segmento econômico. 
O deputado Rasca Rodrigues (PV) criticou o argumento, aleganto que postos de combustíveis e bebidas alcoólicas não combinam. “A venda de bebidas alcoólicas em postos não deve ser vista como salvador da atividade econômica dos estabelecimentos. Estão desfocando o que realmente interessa. A maioria dos acidentes nas estradas têm origem na bebida e isso está acima de qualquer interesse econômico”, defendeu Rasca. “É uma questão de bom senso. Recentemente proibimos essas mesmas bebidas em estádios de futebol, por que não proibirmos em postos?”, questionou
Já o deputado Pedro Lupion (DEM), contrário à proibição, apresentou números que justificam sua posição. “Do lucro dos postos, 45% provém das suas lojas de conveniências, e destes, 27% são oriundos de bebidas alcoólicas. Estamos lesando os estabelecimentos por venderem algo que é permitido”, alegou Lupion.