Eike Batista dono da OGX deve hoje cerca de 3,6 bilhões de dólares a investidores que compraram títulos da empresa. “Entre eles, estão alguns dos maiores investidores do mundo, como o BlackRock Inc. e o Pacific Investment Management Co., que apoiaram uma companhia que não produziu nem óleo nem lucro”, lembra o WSJ.
A ruína de Eike acaba com a estratégia brasileira de apoiar um empreendedor que representasse o poder econômico do país. “A crise na EBX é sintoma da fragilidade do modelo econômico brasileiro”, afirmou o Marco de Sá, da Credit Agricole Securities, em entrevista ao WSJ.
Fontes que conversaram com o jornal garantem ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não estaria interessado em rolar uma dívida de Eike no valor de 4,5 bilhões de dólares. Para complicar ainda mais a situação, no caso da OGX, o campo Tubarão Martelo tem produzido abaixo do esperado.
“Não há nada que Eike possa fazer para transformar sua companhia naquela que ele queria. O óleo simplesmente não está lá”, sintetizou Greg Lesko, que trabalha numa seguradora que presta serviços à OGX.
Desde 2006, Eike já criou seis empresas nos ramos de commodities e infraestrtura. Apenas com a oferta pública de ações da OGX, o empresário faturou 4,1 bilhões de dólares em 2008. A previsão era de que a companhia produzisse 10,8 bilhões de barris de petróleo por dia, mas os altos gastos para exploração dos campos e as reservas abaixo do esperado esvaziaram os planos de Eike.
Dono de uma fortuna de 30 bilhões de dólares no ano passado, o empresário tem hoje menos de 900 milhões.