Tensão na Alep - Entre policiais, servidores e professores

O clima é de tensão na manhã desta terça-feira (28) no Centro Cívico, em Curitiba. Após terem dois caminhões de som guinchados durante a madrugada, os servidores estaduais tentaram entrar com um novo veículo na Praça Nossa Senhora de Salete, por volta das 10h30, e foram proibidos pela Polícia Militar (PM). Um confronto aconteceu e houve a intervenção por parte do Batalhão de Choque da PM. Os policiais usaram gás de pimenta e também bombas de efeito moral para tentar conter os ânimos. Um helicóptero da PM sobrevoa o Centro Cívico e, no caminhão de som, representantes da APP-Sindicato pediam calma a todo instante. A tropa de choque utiliza escudos para fazer com que os manifestantes recuem. 

 A PM também usou jatos de água para conter os manifestantes. Por volta das 11 horas, cerca de meia hora após o confronto desta manhã, um acordo foi feito para que o caminhão de som não avance e a PM não ataque os servidores. Liminar Uma liminar concedida pela Justiça do Paraná autorizou a APP-Sindicato a ocupar as galerias da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para a votação do projeto que define mudanças no Paraná Previdência, que acontece na tarde desta terça-feira (28). A APP representa os professores da rede estadual de ensino. O projeto da ParanáPrevidência foi aprovado ontem em primeira discussão, recebeu 16 emendas, e segue hoje para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para só depois voltar para a segunda votação em plenário. Na sessão de ontem (27), os professores foram mantidos do lado de fora, cumprindo a ordem judicial pedida pela Mesa Executiva da Alep que pedia acessibilidade apenas para deputados e funcionários. A diretora da APP-Sindicato Marli Marlei comemorou a determinação da Justiça e fez o anúncio da abertura das portas da Alep para os professores em cima de um palanque improvisado. Os dois carros de som usados pela APP foram guinchados durante a madrugada por um Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM), segundo os professores. A secretária de Funcionários do sindicato que representa a categoria, Nádia Brixner, disse à Banda B que espera lotar as galerias da Alep. “Nós acabamos de receber o habeas corpus que nos permite a entrada na Alep. Conseguimos essa liminar que permite levar um grupo de pessoas para dentro da sessão. Essa liminar afirma que a Alep é um espaço público e de forma alguma pode ser vedado esse acesso à população paranaense”, finaliza. A sessão de hoje está marcada para as 14h30. As galerias abrigam cerca de 500 pessoas e ainda não há informação se todas as cadeiras poderão ser ocupadas. A direção da Assembleia ainda não se manifestou sobre a decisão da Justiça de permitir a entrada dos professores.

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